Saúde Mental: Psicólogo pode dar Diagnóstico?
- Renata Gonçalves

- 22 de fev. de 2024
- 3 min de leitura
Atualizado: há 3 dias
Nesse artigo abordarei um pouco de como é o diagnóstico em psicologia.
A elaboração de um diagnóstico é complexa e há muitas nuances. Claro que há muitas maneiras de elaborar um diagnóstico psicológico, porém esse texto é simples com o foco em trazer um pouco de conhecimento para quem nunca se consultou com um psicólogo.
O diagnóstico em psicologia é o processo de avaliar e identificar a presença de um transtorno ou condição psicológica com um funcionamento anormal em uma pessoa. Isso geralmente é feito por um psicólogo, que utiliza técnicas de entrevistas, testes psicológicos e observação do comportamento para chegar a um diagnóstico preciso.
O objetivo do diagnóstico em psicologia é entender a natureza e a gravidade dos sintomas e problemas psicológicos de um indivíduo, permitindo assim o desenvolvimento de um plano de tratamento adequado. O diagnóstico também pode ajudar a classificar e categorizar diferentes transtornos psicológicos, facilitando a comunicação e a troca de informações entre profissionais de saúde mental.
É importante ressaltar que o diagnóstico em psicologia não se limita apenas a identificar transtornos mentais, também pode abranger aspectos como o funcionamento saudável e adaptativo de uma pessoa. Além disso, o diagnóstico deve ser feito levando em consideração as características individuais de cada pessoa, usar critérios diagnósticos estabelecidos, como os que estão presentes no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5).
O diagnóstico em psicologia é um processo complexo e envolve a compreensão dos sintomas e problemas emocionais de um indivíduo, também busca compreender a dinâmica inconsciente por trás dos sintomas.
É importante ressaltar que o diagnóstico em psicologia não se limita a categorizar o paciente, também busca compreender sua singularidade e ajudá-lo a desenvolver uma compreensão mais profunda de si mesmo.
Quando discutimos o que é normal e patológico, colocamos em pauta áreas do conhecimento que fincam padrões de comportamento ou funcionamento da personalidade, isso ajudará o psicólogo a se organizar e orientar o paciente.
Há pessoas que chegam ao consultório com um diagnóstico e vivem em prol disso, por exemplo:
“O psiquiatra disse que eu tenho depressão.”
“Uma vez fui ao clínico e lembro que tinha falado algo sobre eu ser bipolar.”
“O neuro me receitou umas pílulas porque tenho TOC e ansiedade.”
Há pessoas que chegam no consultório e pedem um diagnóstico:
“Depois que te contei tudo isso, acha que estou deprimido ou tenho algum problema mental por pensar assim?”
Não há nada de errado com a pessoa que vem com o diagnóstico prescrito pelo médico, e também não há nada de errado com a pessoa que chega no consultório querendo um diagnóstico.
Em psicoterapia vamos tentar trabalhar que o paciente se questione, por exemplo: já que recebeu esse diagnóstico o que pensa e sente sobre isso. Ou, o que é possível pensar diante desse diagnóstico. Entre outras questões que podem ser investigadas e instigar o paciente a pensar.
O diagnóstico no estilo DSM é composto por uma série de fatores. Quando alguém busca um psicólogo e diz: “sou depressivo”, pedimos que fale mais sobre isso. Sim, a pessoa pode ter sido diagnosticada com depressão, mas é importante escutar como vivência essa depressão. O paciente pode ficar engessado nessa palavra (sou depressivo) e não explorar o grande entendimento sobre seu mal-estar e sofrimento psíquico.

O psicólogo pode dar diagnóstico?
Sim, o psicólogo tem capacidade e técnica para elaborar um diagnóstico psicológico, principalmente quando o profissional trabalha com laudos psicológicos.
O diagnóstico será o caminho que o psicólogo usará para se organizar e elaborar um plano de tratamento para aquele paciente.
Durante a psicoterapia não nos limitamos ao diagnóstico ou termos: “você tem isso, tem aquilo”; “você é isso, você é aquilo”. O diagnóstico serve para que tenhamos um ponto de partida para a formulação de um plano terapêutico individualizado que visa explorar o que o paciente entende sobre o que ele está vivendo, trabalhar em direção ao alívio dos sintomas e à melhoria do bem-estar emocional.
A principal ferramenta do psicólogo é a escuta. Com a escuta ativa é possível identificar os conflitos internos, experiências traumáticas passadas, desejos inconscientes não realizados, problemas nas relações interpessoais ou dificuldades em lidar com aspectos da realidade.
O objetivo é explorar a história do indivíduo o máximo possível e junto com o paciente busca-se entender como esses processos psíquicos estão afetando o funcionamento saudável. O psicólogo pode orientá-lo a buscar alternativas saudáveis para seu crescimento pessoal.
Psicóloga Renata Gonçalves – CRP 06/122453







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